Museu Nacional inaugura duas exposições inéditas pelos 208 anos

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Foto: Diogo Vasconcellos/Agência Brasil
Mostras serão distribuídas em seis salas do Paço de São Cristóvão, que segue em processo de reconstrução após o incêndio de 2018

Rio de Janeiro – O Museu Nacional, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, inaugura a partir deste domingo (21), duas exposições inéditas em comemoração aos 208 anos da instituição. As mostras serão distribuídas em seis salas do Paço de São Cristóvão, que segue em processo de reconstrução após o incêndio de 2018.

Entre os destaques está a exposição Rescaldo das Memórias, do artista Vik Muniz, que reúne fotografias e esculturas produzidas a partir de cinzas e fragmentos de peças resgatadas do palácio. Instalada em um dos espaços atingidos pelo fogo, a mostra propõe uma reflexão sobre perda, memória e reconstrução, reforçando o simbolismo da retomada do museu.

A outra exposição, Bastidores da Ciência, foi desenvolvida pelas equipes do Museu Nacional e do projeto Museu Nacional Vive, e apresenta o trabalho interno da instituição em diferentes áreas. O público poderá conhecer processos de restauração, paleoarte, modelagem digital, taxidermia, ilustração científica e técnicas de conservação de acervos.

A programação também inclui instrumentos musicais criados pelo luthier Davi Lopes a partir de madeiras recuperadas do incêndio. “Não coloquei meus olhos na destruição e sim na renovação”, afirmou o artista, ao comentar o trabalho.

Peças arqueológicas, ornamentos históricos restaurados e acervos do Museu Sueco de História Natural também integram a mostra, em celebração aos 200 anos de relações Brasil–Suécia.

O diretor do Museu Nacional/UFRJ, Ronaldo Fernandes, destacou que as exposições reafirmam a importância da instituição. “Juntas, as mostras reafirmam a vitalidade do museu, unindo arte, ciência e inovação”, afirmou.

Segundo a gerente executiva do Projeto Museu Nacional Vive, Lucia Basto, a abertura das exposições reforça o papel social da instituição durante o processo de reconstrução.

“Esta é mais uma oportunidade para acompanhar de perto a reconstrução do Museu e viver novas experiências neste palácio em transformação”, disse.

O artista Vik Muniz também ressaltou o simbolismo da mostra. “Não se trata apenas do que foi perdido. Trata, sobretudo, do que permanece e daquilo que pode renascer”, afirmou.

Serviço:

Exposições: Bastidores da Ciência e Rescaldo das Memórias
De 21 de junho a 30 de agosto
Terça a domingo, das 10h às 16h
Paço de São Cristóvão – Museu Nacional/UFRJ (Rio de Janeiro)
Entrada gratuita (ingressos via Sympla)

No domingo (21), o acesso será livre a partir das 9h, sem necessidade de ingresso. Há visitas em LIBRAS aos sábados e horários especiais para pessoas com deficiência intelectual e neurodesenvolvimento. Grupos escolares podem ser agendados pelo e-mail: agendamento.exposicao@mn.ufrj.br.

Status da reconstrução:

  • 75% das fachadas restauradas
  • 80% dos telhados refeitos
  • Esculturas centenárias restauradas e réplicas instaladas
  • Restauro em andamento do bloco posterior e biblioteca
  • Sala do meteorito Bendegó e escadaria monumental em recuperação
  • Claraboia instalada na área mais antiga do palácio
  • Projetos aprovados pelo Iphan e Corpo de Bombeiros (RJ)

Ana Carolina Garcia Berg de Marco

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