Homem é preso por perseguir ex-companheira grávida
Foto: Divulgação
Vítima relatou que sofria agressões psicológicas constantes desde 2023
Piraí – Policiais civis da 94ª DP (Piraí), com apoio de agentes do 10º BPM, prenderam em flagrante, nesta segunda-feira (15), um homem de 32 anos acusado de violência psicológica e perseguição contra a ex-companheira, de 28 anos, grávida de quatro meses, no distrito de Arrozal.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima relatou que sofria agressões psicológicas constantes desde 2023, período em que mantinha união estável com o investigado e dividia com ele a administração de um bar na região. Segundo o depoimento, o homem frequentemente se exaltava, quebrava objetos e criava situações de constrangimento tanto em casa quanto no ambiente de trabalho.
Após o término do relacionamento, o comportamento do suspeito teria se agravado. Conforme as investigações, ele passou a interferir diretamente no funcionamento do estabelecimento comercial, proibindo funcionários de manter contato com a ex-companheira e realizando ameaças.
Ainda segundo a vítima, uma nova tentativa de intimidação ocorreu na tarde de segunda-feira. Após o episódio, ela passou mal e precisou de atendimento médico no Hospital Flávio Leal. Depois de receber alta, procurou a delegacia, onde apresentou mensagens e áudios que comprovariam as ameaças. Um funcionário do bar também prestou depoimento e confirmou os relatos.
Com base nas informações e provas reunidas, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar iniciaram buscas e localizaram o suspeito em sua residência, em Arrozal. Ele foi preso e encaminhado à 94ª DP.
Segundo o delegado titular da unidade, Antonio Furtado, o caso demonstra um padrão de violência psicológica caracterizado por tentativas de intimidação, controle e desestabilização emocional da vítima.
O homem foi autuado pelos crimes de violência psicológica contra a mulher e perseguição (stalking). Ele será transferido para a Casa de Custódia de Volta Redonda, no bairro Roma, onde ficará à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, as penas dos crimes podem chegar a oito anos de prisão. As autoridades também destacaram a necessidade de proteção da vítima, especialmente em razão da gestação e do histórico de violência relatado durante a investigação.
Ana Carolina Garcia Berg de Marco


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