Manifestação cobra reforço financeiro para FEAM e Hospital Praia Brava

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Foto: Divulgação
Manifestantes reivindicam maior aporte de recursos para a FEAM e contestam mudanças recentes no fluxo de atendimento do hospital, especialmente em relação aos serviços de emergência e aos atendimentos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS)

Angra dos Reis – Moradores, trabalhadores e apoiadores da Fundação Eletronuclear de Assistência Médica (FEAM) realizaram nesta quinta-feira (11), uma manifestação em Angra dos Reis para cobrar medidas que garantam a continuidade dos serviços prestados pelo Hospital de Praia Brava (HPB). O ato ocorreu em pontos da BR-101 (Rio-Santos) e reuniu pessoas preocupadas com a situação financeira da fundação, responsável pela gestão da unidade hospitalar.

Os manifestantes reivindicam maior aporte de recursos para a FEAM e contestam mudanças recentes no fluxo de atendimento do hospital, especialmente em relação aos serviços de emergência e aos atendimentos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com faixas e cartazes, os participantes defenderam a manutenção e ampliação dos serviços de saúde oferecidos à população da Costa Verde.

A mobilização foi convocada por meio de campanhas divulgadas nas redes sociais ao longo dos últimos dias. Nos materiais compartilhados pelos organizadores, a redução de recursos e o enfraquecimento dos serviços prestados pela fundação são apontados como ameaças ao atendimento de milhares de moradores da região. O movimento se apresenta como apartidário e afirma ter como objetivo a defesa do direito à saúde e da continuidade das atividades do Hospital de Praia Brava.

A manifestação desta quinta-feira é mais um capítulo da crise enfrentada pela FEAM. No fim de maio, funcionários da Eletronuclear, moradores e apoiadores do hospital já haviam realizado um protesto no trevo de Praia Brava para denunciar dificuldades financeiras da instituição. Na ocasião, foram relatados atrasos em benefícios de funcionários, problemas no pagamento de prestadores de serviços e preocupações com a manutenção dos atendimentos.

Criada em 1971, a FEAM administra atualmente o Hospital de Praia Brava, o Centro Médico de Mambucaba e o Centro Médico de Radiações Ionizantes (CMRI). Embora seja uma entidade privada sem fins lucrativos e possua autonomia administrativa, a fundação mantém forte vínculo histórico com a Eletronuclear, principal financiadora de suas atividades.

Em nota divulgada nos últimos dias, a Eletronuclear informou que está em dia com todas as obrigações financeiras relativas aos contratos mantidos com a fundação, incluindo os serviços prestados pelo CMRI e pelo Ambulatório Médico de Itacurá (Amir), além das contribuições voluntárias destinadas à FEAM. A estatal também ressaltou que a fundação possui gestão própria e é responsável por sua administração econômico-financeira.

A empresa afirmou ainda que os atendimentos de urgência e emergência permanecem funcionando normalmente, assim como os serviços prestados a pacientes particulares e beneficiários de planos de saúde. Segundo a Eletronuclear, as alterações promovidas pela FEAM se restringem aos atendimentos ambulatoriais de menor complexidade do SUS, que passaram a seguir o fluxo de encaminhamento definido pela rede pública municipal.

Apesar do posicionamento da estatal, os manifestantes defendem uma solução definitiva para a situação financeira da fundação e afirmam que o fortalecimento da FEAM é essencial para assegurar a continuidade dos serviços de saúde considerados estratégicos para a população de Angra dos Reis e da Costa Verde.

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MANIFESTANTES COBRAM SOLUÇÃO PARA FEAM EM CONVERSA COM PRESIDENTE DA ELETRONUCLEAR

A manifestação realizada na quinta-feira (11), em defesa da Fundação Eletronuclear de Assistência Médica (FEAM) e do Hospital de Praia Brava ganhou um novo capítulo quando representantes do movimento conseguiram falar diretamente com o presidente da Eletronuclear, Raphael Ehlers dos Santos, por meio de uma chamada de vídeo. A interlocução foi intermediada pelo vereador Timóteo Cavalcante Albuquerque de Sá, o Sargento Timóteo, e pelo vice-prefeito de Angra dos Reis, Rubens Rocha de Andrade, o Rubinho Metalúrgico, que apresentaram ao dirigente da estatal as preocupações da população em relação ao futuro da unidade hospitalar.

Durante a conversa, os manifestantes afirmaram que a situação da FEAM se transformou em uma “bomba-relógio” para a região e cobraram maior participação da Eletronuclear na busca por soluções que garantam a continuidade dos serviços prestados pelo Hospital de Praia Brava.

Os representantes do movimento destacaram que o hospital é considerado essencial para o atendimento da população do 4º Distrito de Angra dos Reis e argumentaram que a unidade não pode perder sua capacidade de atendimento em um momento de crescimento populacional da região.

Também foram levantadas críticas à redução dos recursos destinados à fundação ao longo dos últimos anos. Segundo os manifestantes, a diminuição dos aportes financeiros comprometeu a sustentabilidade da instituição e contribuiu para a atual crise enfrentada pela FEAM.

Outro ponto abordado foi a necessidade de manutenção do atendimento de emergência. Os participantes defenderam que a FEAM mantenha o serviço aberto à população e solicitaram a adoção de medidas imediatas para evitar novos impactos na assistência médica oferecida à comunidade.

Durante o diálogo, os manifestantes afirmaram a Raphael Ehlers dos Santos que, embora a Eletronuclear não tenha responsabilidade direta sobre a gestão da fundação, possui papel decisivo na viabilidade financeira da instituição em razão dos recursos historicamente destinados à FEAM. Eles também lembraram investimentos prometidos para a área da saúde e defenderam uma atuação mais efetiva da estatal para evitar o enfraquecimento dos serviços prestados pelo hospital.

Ao final da conversa, os participantes informaram que pretendem formar uma comissão para aprofundar o diálogo com a empresa e discutir alternativas que garantam a continuidade das atividades do Hospital de Praia Brava e dos demais serviços administrados pela fundação.

A mobilização reuniu moradores, trabalhadores e lideranças locais em pontos da BR-101 (Rio-Santos) e ocorreu em meio às discussões sobre a situação financeira da FEAM, que nas últimas semanas tem sido alvo de preocupação por parte da população da Costa Verde.

NOTA DA ELETRONUCLEAR SOBRE A SITUAÇÃO DA FEAM

“A Eletronuclear acompanha com atenção a situação da Fundação Eletronuclear de Assistência Médica (FEAM) e reconhece a relevância dos serviços prestados pela instituição à população de Angra dos Reis e aos trabalhadores do complexo nuclear.

A companhia esclarece que se encontra rigorosamente em dia com todas as suas obrigações financeiras junto à Fundação, incluindo os repasses contratuais referentes ao Centro Médico de Radiação Ionizante (CMRI) e ao Ambulatório Médico de Itaorna (Amir), bem como as contribuições voluntárias historicamente destinadas ao apoio das atividades da FEAM.

É importante destacar que a FEAM é uma entidade privada dotada de personalidade jurídica, patrimônio e gestão próprios, não integrando a estrutura societária da Eletronuclear. Sua administração e gestão econômico-financeira são de responsabilidade de seus órgãos estatutários, nos termos de seu Estatuto Social.

A Eletronuclear, contudo, mantém relação institucional e operacional relevante com a Fundação e está atuando de forma colaborativa, em diálogo com a direção da FEAM, autoridades públicas e demais atores envolvidos, para contribuir na construção de soluções que fortaleçam a sustentabilidade da instituição e assegurem a continuidade dos serviços prestados à população.

A FEAM nos informou que os atendimentos de urgência e emergência permanecem funcionando normalmente, assim como os atendimentos aos beneficiários de planos de saúde e pacientes particulares. Também seguem operando regularmente o Centro Médico de Radiação Ionizante (CMRI) e o Ambulatório Médico de Itaorna (Amir), estruturas essenciais para o atendimento dos requisitos regulatórios e de segurança associados à operação das usinas nucleares de Angra dos Reis.

As alterações recentemente implementadas pela FEAM restringem-se à reorganização do fluxo de atendimentos ambulatoriais de menor complexidade vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), os quais passaram a seguir os protocolos de encaminhamento definidos pela rede pública de saúde local.

A Eletronuclear compreende a preocupação da população com o futuro da Fundação e considera legítima toda manifestação democrática em defesa da manutenção e do fortalecimento dos serviços de saúde prestados na região. Ao mesmo tempo, reforça a importância de que o debate público seja conduzido com base em informações corretas e verificáveis, preservando o ambiente de diálogo e cooperação necessário à construção de soluções duradouras para a FEAM.

A companhia permanece empenhada em contribuir para esse processo, sempre observando os limites legais, regulatórios e de governança que orientam sua atuação.”

 

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Manifestantes reivindicam maior aporte de recursos para a FEAM e contestam mudanças recentes no fluxo de atendimento do hospital, especialmente em relação aos serviços de emergência e aos atendimentos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS)

Ana Carolina Garcia Berg de Marco

Manifestação cobra reforço financeiro para FEAM e Hospital Praia Brava


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