Agenersa reforça inteligência contra fraudes em concessões
Estado do Rio – A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro anunciou o fortalecimento do setor de inteligência para atuar no combate a fraudes, furtos e ações do crime organizado que afetam serviços de energia elétrica, gás e saneamento no estado.
Segundo a agência, o objetivo é ampliar o monitoramento de áreas dominadas pelo poder paralelo e atuar de forma integrada com os órgãos de Segurança Pública.
De acordo com a Agenersa, os furtos de energia elétrica geram prejuízos superiores a R$ 1 bilhão para as concessionárias. No saneamento básico, além da dificuldade de acesso em determinadas regiões, também há registros de desvio de sistemas regulares de abastecimento para exploração ilegal do serviço.
O presidente da Agenersa, Rafael Menezes, afirmou que os impactos dessas ações acabam refletindo diretamente no consumidor.
“Como consequência desse cenário, esse custo acaba sendo repassado aos demais usuários através de pleitos de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, e como reguladores, precisamos evitar isso”, declarou.
A Assessoria de Inteligência foi criada em janeiro de 2024 por meio de instrução normativa e é formada por servidores com experiência em segurança pública e inteligência policial.
Além da segurança institucional da agência, a equipe ficará responsável por mapear áreas onde concessionárias enfrentam dificuldades para fiscalizar serviços ou realizar cobranças.
A atuação envolverá também o setor de energia elétrica, principalmente junto à Light, cuja fiscalização passou a ser compartilhada com a Agenersa após convênio firmado com a Agência Nacional de Energia Elétrica.
No setor de gás, a agência informou que a Naturgy também enfrenta problemas relacionados a fraudes em postos de GNV, com adulteração de medidores e prejuízos financeiros para a concessão.
Segundo a Agenersa, o trabalho será realizado em parceria com áreas de inteligência das concessionárias e forças de segurança estaduais.
O órgão também destacou que o monitoramento será importante para garantir a execução de investimentos previstos em contratos de saneamento em áreas de comunidades, como a Rocinha e o Complexo da Maré.
“Não vamos permitir que isso se repita no saneamento básico e vamos tentar minimizar esses prejuízos na energia elétrica”, afirmou Rafael Menezes.
Parte superior do formulário
Foto: Site da Agenersa Parte inferior do formulário
Objetivo é ampliar o monitoramento de áreas dominadas pelo poder paralelo e atuar de forma integrada com os órgãos de Segurança Pública
Ana Carolina Garcia Berg de Marco




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