Roda de conversa e manifestações culturais marcam Música Preta em Ipiabas
Fotos: Divulgação/Secom-PMBP
Barra do Piraí – O segundo dia do Festival Música Preta, em Ipiabas, foi marcado por debates sobre igualdade racial, valorização da cultura afro-brasileira e manifestações culturais que reforçaram a identidade e a resistência negra. A programação de sábado (9) contou com a presença do deputado federal Reimont, recepcionado pelos organizadores do evento durante a abertura das atividades.
A noite começou com uma roda de conversa dedicada à promoção da igualdade racial, cultura, arte e literatura preta. O encontro reuniu representantes do poder público, lideranças culturais e integrantes de movimentos sociais, fortalecendo o debate sobre políticas públicas e inclusão social.
A mediação ficou a cargo de Luciene Mariano, vice-presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR), que destacou a importância do diálogo coletivo.
— Esse é um espaço fundamental para fortalecer políticas públicas que realmente atendam a população. Quando reunimos diferentes vozes, conseguimos construir caminhos mais próximos da realidade das pessoas — afirmou.
Durante o encontro, o deputado Reimont ressaltou a necessidade da participação popular na construção das políticas públicas e destacou a importância da representatividade nos espaços de decisão.
— Não existe falar de nós sem nós. Quem vive essa realidade também constrói política pública todos os dias. É preciso respeitar e valorizar esses espaços de escuta e participação — declarou.
Outro destaque da programação foi a participação do Mestre Meduza, do Grupo Libertação Negra, que abordou os desafios históricos enfrentados pela população negra e a importância da ocupação de espaços culturais e sociais.
A programação cultural também teve papel de destaque na noite. O grupo infantojuvenil Pequenas Raízes apresentou um trabalho voltado à construção da identidade de crianças negras por meio da arte e da cultura.
Segundo a coordenadora Adriana Costa, o projeto busca fortalecer o sentimento de pertencimento desde a infância.
— A gente trabalha identidade e representatividade. É importante que essas crianças se reconheçam e se sintam protagonistas através da cultura — destacou.
Além das apresentações do Pequenas Raízes, o público acompanhou manifestações tradicionais como capoeira, com o Grupo Libertação Negra, e jongo, com o grupo Sementes D’África, reforçando a proposta do festival de unir cultura, ancestralidade e resistência.
Osmar Neves
Roda de conversa e manifestações culturais marcam Música Preta em Ipiabas




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