Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9% em 2026, aponta ANS
Foto: Fotografia EBC
Última vez que os planos coletivos tiveram aumento inferior ao atual foi em 2021, durante a pandemia da Covid-19, quando o reajuste médio ficou em 6,43%
País – Os planos de saúde coletivos registraram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Apesar de representar a menor variação dos últimos cinco anos, o percentual ainda supera mais que o dobro da inflação oficial acumulada no período.
De acordo com a agência reguladora, os reajustes aplicados pelas operadoras ficaram abaixo dos índices registrados nos últimos anos recentes, como em 2023 (14,13%), 2024 (13,18%) e 2025 (10,76%). A última vez que os planos coletivos tiveram aumento inferior ao atual foi em 2021, durante a pandemia da Covid-19, quando o reajuste médio ficou em 6,43%.
Na avaliação da ANS, o cálculo dos reajustes não pode ser comparado diretamente com a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que estava em 3,81% em fevereiro deste ano. Segundo o órgão, os aumentos levam em consideração fatores específicos do setor de saúde suplementar, como custos hospitalares, exames, consultas e frequência de utilização dos serviços pelos beneficiários.
Os planos coletivos são aqueles contratados por empresas, associações ou empresários individuais. Diferentemente dos planos individuais e familiares, nos quais a ANS define o teto de reajuste, os coletivos têm os índices negociados diretamente entre as operadoras e as pessoas jurídicas contratantes.
Os dados mostram ainda diferença entre os contratos conforme o número de beneficiários. Os planos com 30 ou mais usuários tiveram reajuste médio de 8,71%, enquanto os contratos menores, com até 29 vidas, registraram aumento médio de 13,48%.
Atualmente, cerca de 84% dos clientes da saúde suplementar no Brasil possuem planos coletivos. Segundo a ANS, o país contabilizava 53 milhões de vínculos ativos em março de 2026, crescimento de aproximadamente 906 mil contratos em relação ao mesmo período do ano passado.
Ainda conforme o levantamento, o setor de saúde suplementar movimentou R$ 391,6 bilhões em receitas em 2025 e alcançou lucro líquido de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado pela série histórica. Com informações da Agência Brasil.
Ana Carolina Garcia Berg de Marco
Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9% em 2026, aponta ANS





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