Turismo em parques nacionais movimenta R$ 40 bilhões e bate recorde

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Foto: Divulgação/Vitor Marigo-ICMBio

País – O turismo em unidades de conservação federais atingiu um novo patamar no Brasil em 2025. Levantamento divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aponta que os parques e áreas protegidas federais movimentaram R$ 40,7 bilhões em vendas no país, além de gerar R$ 20,3 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 9,8 bilhões em renda para as famílias brasileiras.

O estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira” também revela um recorde histórico de visitação: 28,5 milhões de visitantes passaram por 175 unidades federais ao longo do ano, maior número desde o início do monitoramento, em 2000.

Os parques nacionais lideram o fluxo turístico e concentraram 13,6 milhões de visitas em 2025, superando os 12,5 milhões registrados no ano anterior. O crescimento é atribuído à ampliação de investimentos em infraestrutura, melhorias nos serviços oferecidos aos visitantes e maior valorização do turismo de natureza no período pós-pandemia.

No topo da lista dos destinos mais visitados aparece o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, com mais de 4,9 milhões de visitantes. Em seguida vêm o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, com 2,2 milhões, e o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, que recebeu 1,3 milhão de turistas.

Além do impacto ambiental e turístico, o levantamento mostra reflexos diretos na economia brasileira. Segundo o ICMBio, o turismo nas unidades de conservação sustenta mais de 332 mil empregos em todo o país e gerou quase R$ 3 bilhões em arrecadação tributária.

Para o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, os números reforçam a importância das áreas protegidas para o desenvolvimento sustentável do país.

“Esse estudo comprova que as Unidades de Conservação não são fundamentais apenas para a regulação dos ciclos hidrológicos e do clima, proteção da biodiversidade e do controle do desmatamento, mas contribuem expressivamente para o desenvolvimento da nossa economia em bases sustentáveis. O cuidado com essas áreas protegidas, portanto, é essencial”, destacou.

Capobianco também ressaltou a ampliação da política ambiental federal nos últimos anos.

“Desde 2023, o presidente Lula criou e ampliou 20 Unidades de Conservação, que totalizam mais de 1,7 milhão de hectares. Também ampliamos significativamente o orçamento e o quadro de servidores do ICMBio”, afirmou.

O presidente do ICMBio, Mauro Pires, destacou que os parques nacionais se consolidaram como motores do turismo sustentável e do desenvolvimento regional.

“Os resultados mostram que as unidades de conservação, como parques nacionais, por exemplo, são estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. Tivemos recorde de visitação e dados robustos de geração de emprego, renda e arrecadação, o que só reforça que investir em conservação da natureza e na vivência das pessoas nas áreas naturais gera benefícios econômicos, saúde e qualidade de vida”, afirmou.

Segundo ele, o retorno econômico dos investimentos públicos também chama atenção: para cada R$ 1 aplicado no ICMBio, são gerados R$ 16 em valor agregado ao PIB.

Entre os destaques nacionais, o Parque Nacional da Tijuca mantém a liderança impulsionado pela presença do Cristo Redentor e pelas trilhas e áreas naturais inseridas em plena região metropolitana do Rio de Janeiro. Já o Parque Nacional do Iguaçu segue atraindo turistas do mundo inteiro pelas Cataratas do Iguaçu e por experiências ligadas ao ecoturismo e à contemplação da natureza.

No Nordeste, Jericoacoara se consolida como um dos principais destinos turísticos do país, com forte crescimento do turismo de aventura e esportes náuticos, além da ampliação da acessibilidade com a implantação do aeroporto regional.

Além dos parques nacionais, o levantamento também inclui outras categorias de conservação abertas à visitação. Entre elas, a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina, lidera com mais de 9 milhões de visitas.

O ICMBio destaca que, além do turismo tradicional, as unidades de conservação têm ampliado atividades de educação ambiental, pesquisas científicas, esportes ao ar livre e vivências junto a comunidades tradicionais, fortalecendo a relação entre preservação ambiental, qualidade de vida e desenvolvimento econômico sustentável.

BOX | Turismo sustentável em alta

O estudo do ICMBio aponta que o turismo em unidades de conservação federais se consolidou como um dos principais motores da economia verde no Brasil. Em 2025, os parques e áreas protegidas geraram mais de 332 mil empregos e quase R$ 3 bilhões em arrecadação tributária. Os dados mostram ainda que o crescimento da visitação fortalece economias locais, amplia oportunidades no setor de serviços e estimula investimentos em infraestrutura turística e conservação ambiental. O levantamento também reforça a importância do equilíbrio entre preservação da natureza e uso público sustentável das áreas protegidas.

Osmar Neves

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