Deputado estadual é preso em operação da PF


O deputado estadual Thiago Rangel (Avante), de 39 anos, foi preso, nesta terça-feira (5), durante uma operação da Polícia Federal, que investiga fraudes em procedimentos de compra de materiais e aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Rio (Seeduc).

Pela quarta fase da Operação Unha e Carne, policiais federais buscam cumprir sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão no Rio; em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense; e em Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, as apurações revelaram um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao grupo investigado.

Além do crime de organização criminosa, os suspeitos poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Ainda há a possibilidade de outros delitos surgirem no decorrer da investigação.

A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos no Estado do Rio de Janeiro, com foco primário na asfixia financeira e na ruptura de suas conexões com agentes públicos.

Procurada, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) informou que está à disposição das instituições no que for necessário para colaborar no esclarecimento dos fatos. A Casa reforça seu compromisso com a transparência e confiança no trabalho dos órgãos competentes.

Já a Seeduc informou que realiza uma revisão administrativa de todos os procedimentos relacionados às obras de manutenção e reparo nas unidades da rede estadual.

Entre as medidas adotadas está a definição de um teto de R$ 130 mil para intervenções classificadas como manutenção e pequenos reparos. A resolução é baseada nas diretrizes da Lei de Licitações 14.133.

Segundo a pasta, quaisquer obras que ultrapassem esse limite passam a ser tratadas como intervenções de maior porte e passarão a ser executadas pela Empresa de Obras Públicas (Emop).

A Secretaria destacou que segue colaborando com o Ministério Público, com o Tribunal de Contas do Estado e com os demais órgãos de controle.

A reportagem tenta contato com a defesa de Thiago. O espaço está aberto para manifestação.

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André Aquino

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