Indústria registra maior número de setores pessimistas, desde 2020
Fotos: Divulgação
Levantamento indica que, em fevereiro, eram 21 setores sem confiança
País – O número de setores industriais sem confiança no Brasil atingiu o maior patamar, desde junho de 2020. Dados do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgados pela Confederação Nacional da Indústria, mostram que 28 segmentos registraram pessimismo em abril de 2026, ampliando a tendência de queda observada nos meses anteriores.
O levantamento indica que, em fevereiro, eram 21 setores sem confiança. Em março, o número subiu para 23 e continuou crescendo até alcançar o nível atual, refletindo um ambiente mais adverso para a atividade industrial.
Ao analisar o cenário, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, destacou a disseminação do pessimismo.
“A falta de confiança aumentou em quase todas as regiões e entre empresas de todos os portes, revelando um cenário geral de pessimismo intenso na atividade industrial”, afirmou.
Entre os setores com menor nível de confiança estão os de produtos de material plástico (41 pontos), celulose e papel (41,9), máquinas e equipamentos (42) e metalurgia (43,3). Apenas o segmento de farmoquímicos e produtos farmacêuticos apresentou resultado positivo, com 52 pontos.
A queda também atingiu empresas de todos os tamanhos. Segundo a CNI, as médias empresas tiveram o maior recuo, de 1,6 ponto, seguidas pelas pequenas (-1 ponto) e grandes indústrias (-0,9 ponto), aprofundando o quadro de desconfiança.
No recorte regional, apenas o Centro-Oeste apresentou leve melhora, ainda assim permanecendo abaixo da linha de confiança. As maiores quedas foram registradas no Nordeste, Norte, Sul e Sudeste. Com isso, todas as regiões do país passaram a operar abaixo dos 50 pontos no índice, indicador que separa confiança de falta de confiança.
A pesquisa ouviu 1.695 empresas de diferentes portes entre os dias 1º e 13 de abril de 2026 e reforça o cenário de cautela generalizada no setor industrial brasileiro.
Ana Carolina Garcia Berg de Marco
Indústria registra maior número de setores pessimistas, desde 2020





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