MPRJ denuncia 11 integrantes de facção por atuação violenta, em Volta Redonda

Denunciados fazem parte do braço armado da facção Terceiro Comando Puro (TCP)

Volta Redonda – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou 11 pessoas por integrarem uma organização criminosa armada que atuava, em Volta Redonda. A ação, conduzida pela Promotoria de Justiça de Investigação Penal do município, é considerada pioneira por utilizar a recente Lei Estadual nº 15.358/2024, que trata de organizações ultraviolentas.

A denúncia foi aceita pelo juízo da 1ª Vara Criminal de Volta Redonda, que também decretou a prisão preventiva de todos os acusados. Segundo o MPRJ, os denunciados fazem parte do braço armado da facção Terceiro Comando Puro (TCP) e representam alto risco à ordem pública devido ao poder bélico e à forma de atuação do grupo.

De acordo com o Ministério Público, a nova legislação fortalece o combate ao crime organizado ao prever penas mais severas. Em nota, o órgão destacou a importância do instrumento jurídico.

“A Lei nº 15.358/2024 se mostra um instrumento decisivo no enfrentamento ao crime organizado, complementando o arcabouço jurídico nacional e reforçando a atuação integrada do Ministério Público e do Judiciário no Sul Fluminense”, informou a Promotoria.

As investigações apontam que o grupo atuou entre março de 2025 e março de 2026 nos bairros Belo Horizonte e Vila Brasília, onde promovia o tráfico de drogas como maconha, cocaína e crack. Além da comercialização de entorpecentes, os criminosos exerciam controle territorial das comunidades por meio de ameaças e uso ostensivo de armas de fogo.

Segundo o MPRJ, a organização mantinha uma estrutura hierarquizada, com divisão de funções entre liderança, segurança armada, logística, vigilância e um núcleo financeiro responsável pela movimentação de recursos, inclusive por transferências via PIX.

Entre os denunciados, Márcio Silva Sandin de Paula, conhecido como “Marcinho”, foi apontado como líder do núcleo armado. As investigações indicam que ele chegou a se passar pelo irmão em duas ocasiões para evitar o cumprimento de mandados de prisão. Também foi identificado o recrutamento de um adolescente para atuar na venda de drogas.

Ao detalhar a atuação do grupo, o Ministério Público destacou o impacto direto na vida dos moradores.

“Os criminosos impunham um controle social paralelo, restringindo a circulação de pessoas, reprimindo rivais e estabelecendo regras próprias nas comunidades”, aponta a denúncia.

Os acusados vão responder por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e falsa identidade, permanecendo presos durante o andamento do processo.

Ana Carolina Garcia Berg de Marco

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