GLP: entenda o risco do produto que causou tragédia na Dutra
Barra Mansa – Os perigos do gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, voltaram ao centro das atenções neste domingo (19) após a explosão de uma carreta na Rodovia Presidente Dutra, em Barra Mansa, que deixou duas pessoas mortas e quatro feridos.
O Diário do Vale apurou que a carreta transportava GLP (classificação ONU 1075) quando tombou, explodiu e atingiu veículos de passeio e uma motocicleta na altura do km 273. A força da explosão foi tão intensa que assustou motoristas e interditou completamente a rodovia.
O que é o GLP
O GLP é uma mistura de gases derivados do petróleo, principalmente propano e butano. Armazenado sob pressão em estado líquido, ele é amplamente utilizado em residências, comércios e indústrias.
Apesar do uso comum, trata-se de um produto altamente inflamável, que exige cuidados no armazenamento e manuseio.
Foto: Arquivo Canva
Por que o gás pode explodir
Em caso de vazamento, o GLP pode se espalhar rapidamente e, ao entrar em contato com uma fonte de calor, chama ou até uma faísca, provocar incêndios e explosões de grande intensidade — como no acidente registrado na Dutra.
Outro fator de risco é que o gás é mais pesado que o ar, o que faz com que ele se acumule em áreas baixas, aumentando o perigo em locais fechados ou com pouca ventilação.
Riscos dentro de casa
Mesmo sendo amplamente utilizado com segurança, o GLP pode causar acidentes domésticos, principalmente em casos de:
- vazamentos em mangueiras ou válvulas
- instalações inadequadas
- equipamentos danificados
- falta de ventilação
A recomendação é manter o botijão em local ventilado, revisar regularmente as conexões e evitar qualquer fonte de ignição ao perceber cheiro de gás.
Alerta após o acidente
O caso registrado na Dutra reforça o potencial de risco do GLP, especialmente em situações que envolvem grande volume do produto, como no transporte rodoviário.
Embora seja essencial no dia a dia, o gás de cozinha exige atenção constante para evitar acidentes.
O Diário do Vale segue acompanhando o caso.
luciano junior
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