Dutra e BR-393 somam 68 ocorrências,com 75 feridos e cinco mortes até abril

Sul Fluminense –  Os acidentes envolvendo motocicletas seguem em alta nas principais rodovias do Sul Fluminense em 2026. Levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta que, até o início de abril, foram registrados 68 sinistros na Rodovia Presidente Dutra (BR-116) e na Rodovia do Aço (BR-393), resultando em 75 feridos e cinco mortes na região. Os dados mais recentes mantêm o cenário de alerta nas estradas que cortam cidades como Volta Redonda, Barra Mansa, Resende e Piraí.  Colisões e quedas de motociclistas se tornaram recorrentes.

No trecho da Via Dutra sob responsabilidade da 7ª Delegacia da PRF — que vai de Paracambi até a divisa com São Paulo, em Engenheiro Passos, em Resende — foram registrados 38 acidentes com motocicletas em 2026, com 43 feridos e duas mortes.

As principais causas identificadas nesse trecho estão relacionadas a falhas de condução, como reação tardia ou ausência de reação do condutor, além de manobras de mudança de faixa. Entre os tipos de acidentes mais comuns estão quedas de ocupantes, colisões traseiras e laterais.

“A PRF orienta motociclistas a evitar pontos cegos de veículos maiores e ultrapassagens arriscadas, como passar entre veículos em movimento, já que esse tipo de manobra aumenta o risco de acidentes graves, inclusive fatais”, alerta o agente da PRF Carlos André Nogueira Fernandes.

Abandono da rodovia expõe motociclistas na BR-393

Já na Rodovia do Aço, a BR-393, no trecho sob responsabilidade da 5ª Delegacia da PRF, que corta municípios do Sul Fluminense como Barra Mansa, Volta Redonda, Barra do Piraí e segue até a região de Sapucaia, foram contabilizados 30 acidentes em 2026, com 32 feridos e três mortes.

Nesse caso, as ocorrências estão associadas principalmente a acessos à via sem a devida observação do tráfego, ausência de reação do condutor e conversões proibidas. As colisões transversais aparecem entre os registros mais frequentes, além de colisões traseiras e quedas.

Motociclistas que utilizam a BR-393 também relatam problemas nas condições da pista, com a presença de buracos em diferentes pontos da rodovia, o que aumenta o risco de acidentes, especialmente para motociclistas. O DNIT decretou caducidade no contrato da K-Infra (antiga concessionária que administrava a rodovia) e assumiu o controle da rodovia. A prefeita de Barra do Piraí, Katia Miki, conseguiu na Justiça Federal uma liminar dando prazo de 48 horas para o DNIT apresentar um plano de emergência para recuperar a Rodovia do Aço.

Na semana passada, dois acidentes graves envolvendo carretas foram registrados na rodovia.

Comparativo revela aumento no número de acidentes

O levantamento anual reforça o cenário de preocupação. Em 2025, foram registrados 267 acidentes com motocicletas nas duas rodovias da região, com 297 feridos e nove mortes.

Na média mensal, os dados de 2026 se mantêm no mesmo patamar do ano anterior, com leve variação para cima no número de ocorrências.

Impacto nas cidades:  Somente em março, Volta Redonda teve 108 acidentes

Fora das rodovias, o aumento no número de acidentes também é sentido dentro dos municípios. Em Volta Redonda, por exemplo, o Hospital São João Batista (HSJB) contabilizou 108 atendimentos a vítimas de acidentes com motocicletas apenas em março de 2026, número superior ao verificado no mesmo período de 2025 (84) e 2024 (75).

No acumulado do ano, foram 68 atendimentos em janeiro e 99 em fevereiro, indicando crescimento ao longo do primeiro trimestre. Foram 275 acidentes em em três meses.

De acordo com profissionais da rede municipal, a maioria dos casos envolve homens jovens, muitos deles trabalhadores que utilizam a motocicleta como instrumento de renda, como entregadores.

As ocorrências, em geral, exigem atendimento de média e alta complexidade, com necessidade de exames, cirurgias e internação, o que aumenta a pressão sobre o sistema público de saúde.

“Para garantir a segurança, é fundamental manter os pneus em boas condições e com a calibragem correta. Pneus desgastados ou com pressão inadequada podem causar perda de controle do veículo”, destacou o agente da PRF.

Vinicius

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