Filha de B.B. King concede entrevista exclusiva ao Diário do Vale
Filha caçula de B.B. King e a única entre os 15 herdeiros do “rei do blues” a seguir carreira musical, Claudette King carrega no palco não apenas o sobrenome de um dos maiores nomes da história da música, mas também a responsabilidade de manter vivo um legado que atravessa gerações.
Nascida em San Francisco, ela iniciou sua trajetória cantando em coral de igreja batista e cresceu sob a influência de vozes marcantes como Aretha Franklin, Chaka Khan e Mahalia Jackson.
Foto: Divulgação
Claudette se apresenta neste sábado (11), em Paraty, dentro da programação do Sesc Jazz & Blues. O show acontece a partir das 20h30, no Palco da Matriz.
Diário: Quantas vezes você já esteve no Brasil e quais são suas expectativas para os próximos shows?
CK – Já estive no Brasil duas ou três vezes. E a resposta do público em todos os shows foi excelente.
Diário: Que influência seu pai teve no seu estilo?
CK: A principal influência do meu pai no meu estilo é contar uma história — e contá-la da maneira certa, com verdade e excelência.
Diário: Que tipo de troca você pretende fazer com a música brasileira e quais estilos ou artistas você mais gosta?
CK: A troca que eu quero ter com a música brasileira é o amor. Ainda não conheço profundamente os artistas brasileiros, mas já tive contato com alguns e amo todos que ouvi.
Diário: Você conhece um pouco de Paraty, cidade do próximo show, e seu perfil histórico e cultural?
CK: Ainda não sei nada sobre a história ou a cultura de Paraty, mas tenho muito interesse em descobrir, aprender e conhecer mais sobre o lugar.
Diário: Você herdou alguma “Lucille”, a famosa guitarra do seu pai?
CK: Todos os filhos herdaram uma “Lucille”. Não existe uma única mais famosa — nós amamos todas.
Diário: Há músicas de B.B. King no seu repertório?
CK: Sim, com certeza. A música do meu pai está no meu repertório. Entre elas estão “Playing With My Friends”, “Rock Me Baby”, “The Thrill Is Gone”, “Guess Who”, entre muitas outras.
Diário: Deixe uma mensagem para o público que vai ao seu show
CK: O blues ainda está aqui. Mesmo tendo perdido tantos artistas icônicos — especialmente meu pai —, o blues continua vivo em mim e em você. Então, deixe ele fluir.
Diário: O que você acha do Brasil?
CK: Eu amo o Brasil. Já estive aqui duas ou três vezes e, a cada visita, conheço um pouco mais do país. É um lugar muito bonito, com pessoas com quem me dou muito bem. É um ótimo lugar para estar.
Diário: Como você vê a força das mulheres no blues?
CK: Quando as mulheres cantam, elas contam histórias do que acontece em suas vidas. Elas não têm medo de se expressar, e sabem que outras pessoas podem se identificar com isso. Pode ser uma música triste ou feliz, mas, no fim, tudo isso é o blues.
Diário: Como é dar continuidade ao legado de B.B. King?
CK: Dar continuidade ao legado do meu pai, o icônico B.B. King, é um sonho realizado. Ver o amor que as pessoas têm por ele, sentir essa música e expressá-la do meu jeito, mantendo essa conexão espiritual com ele, é uma honra. É uma forma de representar o legado dele.
Diário: Como é cantar blues no Brasil com músicos brasileiros?
CK: É maravilhoso. É incrível e muito divertido ver como os músicos brasileiros se conectam com a música que meu pai criou. Eles sentem, tocam e se identificam com essas experiências. Estar no palco com eles é como estar com qualquer músico que compartilha esse mesmo sentimento. É uma conexão espiritual com a música — e isso é incrível.
luciano junior
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