CSN completa 85 anos como referência da indústria brasileira

A Companhia Siderúrgica Nacional completa 85 anos nesta quinta-feira (9), consolidada como uma das principais protagonistas da industrialização brasileira. A data também marca o Dia Nacional do Aço, instituído em referência à criação da companhia – um reconhecimento do papel decisivo da CSN na estruturação da indústria siderúrgica nacional. Ao longo das últimas décadas, a empresa manteve sua relevância como base para o desenvolvimento econômico do país, abastecendo setores estratégicos e impulsionando cadeias produtivas.

Da inauguração de seu primeiro alto-forno à consolidação de uma estrutura industrial integrada, a CSN construiu uma trajetória baseada em escala, eficiência e resiliência. Esse percurso, iniciado no aço, expandiu-se ao longo dos anos para áreas como logística, energia, mineração e cimento, articulando suas operações de forma integrada e preservando uma característica presente desde a origem: a integração como fundamento econômico e estratégico.

Essa mesma lógica orientou a expansão internacional da companhia, com a incorporação de ativos industriais em países como Portugal e Alemanha, ampliando sua presença e conectando sua atuação a cadeias produtivas globais.

Mais do que ativos e resultados, essa trajetória é sustentada pelas pessoas que construíram a empresa ao longo de décadas. São profissionais que transformaram desafios operacionais, ciclos econômicos e mudanças estruturais em aprendizado contínuo e avanço consistente.

Força em empregos – Em Volta Redonda, cidade que abriga a Usina Presidente Vargas (UPV), a CSN é o principal motor econômico. O grupo gera mais de 20 mil empregos diretos, o equivalente a cerca de 25% dos postos formais de trabalho. O impacto vai além da geração de renda: a empresa é responsável por mais de 60% da arrecadação tributária local, sustentando investimentos públicos em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.

Esse protagonismo histórico transformou a cidade em um dos mais importantes polos industriais do estado do Rio de Janeiro e do Brasil, com forte dependência da atividade siderúrgica e de sua cadeia produtiva.

A atuação da CSN se estende pelo Sul Fluminense, com operações em cidades como Porto Real, Resende e Valença, por meio da Prada, além de empresas como CBSI, Tora, participação na MRS e CBS, e projetos sociais e educacionais conduzidos pela Fundação CSN. “Esse ecossistema fortalece a geração de empregos, estimula novos negócios e amplia as oportunidades de qualificação profissional na região”, afirma a empresa.

Entorno – A companhia também teve papel decisivo na consolidação do Polo Metalmecânico do Sul Fluminense, atraindo fornecedores, incentivando a instalação de novas indústrias e contribuindo para a diversificação econômica regional. Cidades como Pinheiral, por exemplo, se beneficiaram diretamente desse movimento, com a instalação de empresas ligadas ao beneficiamento do aço.

No complexo siderúrgico integrado da Usina Presidente Vargas, a CSN produz aços planos, aços longos e aços especiais de alto valor agregado, fundamentais para diversos segmentos da economia brasileira. Entre os principais produtos estão chapas grossas, bobinas a quente e a frio, aços galvanizados e folhas metálicas utilizadas na fabricação de embalagens.

Esses produtos são essenciais para setores como a indústria automotiva, a construção civil, a linha branca e o setor de energia, evidenciando o papel estratégico da companhia no abastecimento do mercado interno e no suporte ao desenvolvimento industrial do Brasil.

Avanços ambientais e inovação sustentável – Nos últimos anos, ainda que por pressão do poder público e da sociedade, a CSN intensificou seus investimentos em modernização e eficiência ambiental na UPV. Segundo a companhia, cerca de R$ 2 bilhões foram aplicados recentemente em projetos voltados à redução de emissões e ao aprimoramento dos processos industriais, com previsão de novos investimentos em 2026. “Os aportes têm como foco a sustentabilidade, a inovação tecnológica e o aumento da competitividade”, destaca a CSN.

Como parte de sua estratégia de descarbonização, a empresa também prepara a entrada em operação de uma planta de hidrogênio renovável em sua unidade de Araucária (PR), baseada em eletrólise da água com tecnologia PEM (Proton Exchange Membrane). Considerada uma das maiores iniciativas do tipo na América Latina, a unidade terá capacidade de produção de aproximadamente 730 toneladas por ano de hidrogênio de alta pureza, destinado a aplicações industriais.

O movimento, acrescenta a CSN, reforça a sua capacidade de se adaptar às novas demandas do mercado global, alinhando crescimento industrial à transição energética e à redução da pegada de carbono.

Outro ponto destacado pela empresa é o avanço na economia circular. O agregado siderúrgico da CSN, produzido a partir da escória de aciaria, foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária como insumo agrícola para uso em todo o país. O material pode ser usado como matéria-prima para a fabricação de corretivo de solo e como fonte de nutrientes, como cálcio e magnésio, além de contribuir para a captura de CO2 da atmosfera por meio da carbonatação mineral.

“A iniciativa reforça o compromisso da CSN com a valorização de coprodutos, a redução de resíduos e o desenvolvimento de soluções sustentáveis com impacto positivo para o meio ambiente e a sociedade”, acrescenta a companhia.

Outro marco recente é o avanço na representatividade feminina. No fim de 2025, a CSN dobrou a participação de mulheres em seu quadro de colaboradores, passando de 14% para 28%, cumprindo integralmente a meta pública estabelecida. O resultado sinaliza uma mudança relevante na cultura organizacional e reforça o compromisso com a diversidade e a inclusão. (Fotos: Divulgação)

Informa Cidade

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