Câncer: “Quem procura acha e quem acha cura”, afirma Denner Amorim
Sul Fluminense – Neste 8 de abril, Dia Mundial de Combate ao Câncer, um alerta acende o “sinal vermelho” no Sul Fluminense: os casos da doença devem crescer nos próximos anos. A projeção faz parte do relatório de incidência para o período de 2026 a 2028, divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) no último dia 4. Esse avanço já começa a ser sentido na região e mostra um problema que vai além dos números. O medo ainda faz com que muita gente adie a ida ao médico, e isso pode atrasar o diagnóstico e reduzir as chances de cura.
De acordo com o Inca, o país deve registrar cerca de 781 mil novos casos por ano no período. Como o Sudeste concentra a maior parte dessas ocorrências, o impacto tende chegar ao interior do Rio, aumentando a procura por tratamento e também por suporte especializado.
Na prática, isso significa mais pacientes enfrentando a doença e uma pressão maior sobre serviços de saúde e instituições como o Grupo de Apoio a Pessoas com Câncer (GAPC), que atua no acolhimento e acompanhamento de pacientes na região.
Segundo o GAPC, mesmo com mais informações disponíveis, o comportamento da população ainda é um dos principais desafios no combate ao câncer. O receio do diagnóstico continua sendo um fator decisivo para o atraso na busca por exames.
“Quem procura acha e quem acha cura. O problema é que muita gente ainda evita o exame por medo, e isso faz com que o diagnóstico chegue tarde demais”, disse o coordenador do grupo, Denner Amorim.
Esse atraso faz com que sinais importantes passem despercebidos. Sintomas como sangramentos fora do normal, perda de peso sem explicação, cansaço excessivo, nódulos e tosse persistente muitas vezes são ignorados, o que dificulta o início do tratamento no tempo certo.
Outro ponto que pesa na região são fatores locais. O perfil industrial do Sul Fluminense, a exposição a poluentes, o ritmo acelerado do dia a dia e a alimentação baseada em produtos ultraprocessados contribuem para o aumento de doenças crônicas, incluindo o câncer.
Os tipos mais comuns seguem o padrão do Sudeste, com maior incidência de câncer de mama, próstata, intestino, pulmão e colo do útero.
Com o aumento dos diagnósticos, cresce também a busca por apoio emocional e social. A equipe do GAPC relata que tem registrado maior demanda e oferece suporte psicológico, orientação nutricional, acompanhamento social e até auxílio jurídico, ajudando pacientes a manter o tratamento.
Mesmo com o cenário preocupante, especialistas reforçam que a prevenção ainda é o melhor caminho. Alimentação equilibrada, prática de atividade física, evitar cigarro e álcool, manter o peso adequado e fazer exames regulares estão na lista de ações diárias para evitar a doença.
Quem quiser ajudar o trabalho do GAPC pode contribuir de diferentes formas, como doações financeiras (via PIX ou mensalidade), doação de alimentos e suplementos, além de atuar como voluntário ou divulgar as ações do grupo. Também há possibilidade de parcerias com empresas. Mais informações estão disponíveis no site gapc.org.br e no Instagram @gapcgrupodeapoio .
Vinicius
Câncer: “Quem procura acha e quem acha cura”, afirma Denner Amorim



