‘Guerra’ ao cobre furtado já apreendeu 300t e bloqueou R$ 240 mi no RJ
Rio — A Operação Caminhos do Cobre, uma das principais ofensivas contra crimes patrimoniais no estado, já resultou na apreensão de cerca de 300 toneladas de fios e materiais metálicos desde setembro de 2024. A ação também levou ao bloqueio de aproximadamente R$ 240 milhões em bens e valores ligados a investigados.
Coordenada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), com apoio do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), a operação tem como foco combater toda a cadeia criminosa envolvida no furto e na receptação de cobre. Até o momento, foram realizadas mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos e cerca de 200 pessoas foram presas.
Nesta terça-feira (7), uma nova fase da operação foi realizada em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Três pessoas foram presas em flagrante durante ações em estabelecimentos clandestinos suspeitos de atuar como pontos de escoamento de cabos furtados. No local, os agentes apreenderam fios metálicos e entorpecentes.
Sul Fluminense no foco das ações
No Sul Fluminense, a operação também tem avançado, com destaque para Volta Redonda. Nos últimos meses, o município passou a integrar o radar das autoridades, com fiscalizações em ferros-velhos e ações voltadas ao combate à receptação de cobre furtado.
As operações na cidade identificaram irregularidades em estabelecimentos, resultaram na apreensão de materiais de origem suspeita e reforçaram o monitoramento de pontos considerados estratégicos para o escoamento desse tipo de produto. A intensificação das ações acompanha o impacto direto que esse tipo de crime causa em cidades industriais da região.
Impactos e estrutura criminosa
As investigações apontam que o furto de cobre vai além de ações isoladas, envolvendo uma estrutura organizada que inclui desde a retirada de cabos em vias públicas até a revenda em ferros-velhos clandestinos, que funcionam como centros de distribuição.
O impacto desses crimes atinge diretamente serviços essenciais, provocando interrupções no fornecimento de energia elétrica, falhas em redes de telecomunicações e prejuízos ao transporte ferroviário. Em cidades como Volta Redonda, os reflexos também afetam o setor produtivo e a rotina da população.
Outro ponto de atenção é a ligação com o crime organizado. Segundo as investigações, o dinheiro obtido com a venda ilegal de cobre ajuda a financiar outras atividades ilícitas, ampliando a atuação dessas organizações.
A Operação Caminhos do Cobre segue em andamento, com novas ações previstas para ampliar o cerco aos envolvidos e reduzir os impactos desse tipo de crime, que, apesar de muitas vezes silencioso, compromete a infraestrutura urbana e a qualidade de vida da população.
Vinicius
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