Galeão é vendido por R$ 2,9 bilhões com ágio de 200%
Foto: Divulgação
Rio de Janeiro – O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, conhecido como Galeão, foi vendido nesta semana em leilão realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos em São Paulo. O certame registrou 200% de ágio sobre o valor mínimo, com o pagamento de R$ 2,9 bilhões à vista.
“A operadora espanhola Aena é uma das maiores administradora de aeroportos do mundo e que no Brasil irá administrar 69 milhões de passageiros. A conexão com essa estatal espanhola permitirá que possamos ter no Rio de Janeiro um hub da Ibéria e de outras companhias, sendo um grande avanço para o Aeroporto do Galeão que com certeza irá se tornar o centro estratégico de inúmeras conexões, que permitirá concentrar e distribuir passageiros para vários destinos, com voos diretos e com sua frequência aumentada, o que irá facilitar viagens para a Europa além de fortalecer a conexão com o Brasil”.
O deputado Julio Lopes (PP), presidente da Câmara Temática Aeroportuária da Frente Parlamentar Mista de Logística e infraestrutura, afirmou que o resultado do leilão representa um avanço não só para o Rio de Janeiro, mas também para todo o país.
“O aeroporto Santos Dumont é considerado o terceiro maior em movimentação no país, e esse resultado vai gerar com certeza um grande impacto positivo para toda a infraestrutura aeroportuária e principalmente para a economia do país. O resultado superou as expectativas com 200% de ágio e um valor de R$ 2,9 bilhões que foram pagos à vista, com isso ganha a infraestrutura aeroportuária no Brasil, a economia do Rio de Janeiro e o turismo”, disse o parlamentar.
O contrato com a Aena permitirá explorar, manter e ampliar toda a infraestrutura do Galeão, assumindo direitos e obrigações até 2039. Entre as mudanças em relação ao contrato original de 2013, estão a retirada da Infraero da sociedade e a criação de um sistema de compensação relativo ao Aeroporto Santos Dumont, principal concorrente do Galeão. Caso ocorram alterações nas restrições do Santos Dumont, a Aena poderá solicitar reparação ao governo.
“A Aena já atua no país desde 2019 administrando 17 aeroportos, sendo hoje uma das maiores operadoras privadas do setor, projetando um crescimento no movimento de passageiros e uma integração internacional bem maior”, afirmou o deputado.
Mayra Gomes




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