“Nossa tarefa é a reeducação da sociedade”, diz presidente do CMDH

Volta Redonda – A Prefeitura de Volta Redonda deu início ao processo de avaliação da implantação do Plano Municipal dos Direitos Humanos (PMDH), que completa dois anos em vigor, com foco no fortalecimento das políticas públicas e na integração entre diferentes áreas da administração.

A primeira reunião geral foi realizada nesta semana, no auditório da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH), no bairro Nossa Senhora das Graças. O encontro reuniu representantes de diversas pastas estratégicas, como Saúde, Educação, Assistência Social, Planejamento, Pessoa com Deficiência, além da Fundação Educacional de Volta Redonda (Fevre) e do Conselho Municipal dos Direitos Humanos (CMDH).

O principal objetivo foi estabelecer um calendário de acompanhamento das ações previstas no plano, garantindo maior efetividade na execução das políticas públicas voltadas aos direitos humanos. Durante a reunião, os participantes receberam cópias atualizadas do PMDH, aprovado em 2024, e ficou definida a realização de um novo encontro no segundo semestre.

O presidente do CMDH, João Catta Preta, destacou que o momento representa um novo ciclo de consolidação das políticas no município. “A nossa tarefa é a reeducação da sociedade. Tivemos que levantar dados, estruturar informações com todas as secretarias e ouvir os bairros. Agora, é reconstruir uma cultura de direitos humanos com a participação conjunta do poder público e da sociedade civil”, afirmou.

A integração entre os setores foi apontada como um dos pilares para o avanço das ações. A diretora do Departamento de Educação da Secretaria de Saúde, Marciléa Dias de Lima, ressaltou que o tema está incorporado às práticas da pasta. “É fundamental ter sensibilidade e integração para avançar nas políticas públicas. Não diagnóstico preciso sem considerar a humanização, e os direitos humanos fazem parte das nossas ações”, disse.

Na área da Assistência Social, o técnico de monitoramento Érick do Carmo Santomauro Chamtal destacou a importância da disseminação das diretrizes do plano entre os órgãos municipais. a assessora técnica Fabiana Rosa reforçou a necessidade de acompanhamento contínuo. “O monitoramento é essencial para organizar o fluxo de informações e fortalecer o plano em vigor”, pontuou.

Representando a Secretaria de Planejamento, Gabriel Reis destacou o papel dos servidores públicos na execução das políticas. “É nosso dever conhecer as diretrizes para oferecer um serviço de qualidade e identificar as demandas da população, atuando como ferramenta para atender essas necessidades”, afirmou.

A avaliação marca um passo estratégico para consolidar o PMDH como instrumento de gestão e garantir que as ações previstas saiam do papel, ampliando o alcance das políticas públicas e fortalecendo a cultura de direitos humanos no município.

Vinicius

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