Vereadores participam de debates na ONU sobre políticas para mulheres
Foto: Divulgação
Volta Redonda – O presidente da Câmara de Vereadores de Volta Redonda, Nilton Alves de Faria, o Neném (PP), e a vereadora Gisele Lopes Klingler (PSB) retornaram ao município após participarem de debates internacionais sobre políticas públicas voltadas às mulheres durante a 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70), realizada na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos. Considerado o maior encontro anual da ONU dedicado à igualdade de gênero e aos direitos das mulheres, o evento reúne representantes de governos, organizações da sociedade civil, ativistas e especialistas de diversos países para discutir políticas públicas e estratégias de enfrentamento à violência de gênero.
Durante a programação, os parlamentares participaram de painéis de discussão sobre políticas voltadas à proteção, valorização e garantia de direitos para meninas e mulheres. Um dos debates acompanhados pela comitiva tratou da importância do acesso à água e ao saneamento básico, temas considerados fundamentais para a saúde, a segurança e a qualidade de vida das mulheres.
Segundo a vereadora Gisele Klingler, a participação no encontro internacional representa uma oportunidade de ampliar o debate e levar a experiência de Volta Redonda para o cenário global.
“Estamos trazendo a voz das mulheres de Volta Redonda para esse espaço internacional e vamos voltar para nossa cidade e região com muitas ideias e projetos importantes. O debate de hoje abordou a importância do acesso à água e ao saneamento básico, um tema essencial, porque a falta desses serviços afeta diretamente a saúde, a segurança e a qualidade de vida das mulheres e das meninas”, destacou a parlamentar.
O presidente da Câmara, Neném, ressaltou que a presença da delegação do município reforça o compromisso do Legislativo com a construção de políticas públicas voltadas à igualdade de gênero.
“Estamos representando com muito orgulho a nossa cidade em um espaço de diálogo global sobre políticas públicas, proteção e valorização das mulheres. Eventos como este são fundamentais para trocar experiências, conhecer boas práticas e fortalecer ações que possam ser aplicadas também em nossa cidade”, afirmou.
Caminhada e participação inclusiva
Além da presença nos painéis de debate, os dois parlamentares realizaram uma caminhada até os espaços de discussão dentro do complexo da ONU para acompanhar as atividades do evento. A iniciativa teve como objetivo garantir uma participação inclusiva e demonstrar, na prática, o compromisso com a construção de políticas públicas que considerem diferentes realidades e promovam maior participação social.
Debate internacional sobre violência contra a mulher
A participação brasileira na CSW70 também tem sido marcada por discussões sobre o enfrentamento à violência contra a mulher no país. Para a coordenadora-geral da organização brasileira Criola, Lúcia Xavier, que acompanha os debates em Nova York, o encontro representa um importante espaço de articulação internacional sobre o tema.
Segundo ela, o Brasil já possui marcos legais importantes, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, mas ainda enfrenta desafios para garantir que essas normas se traduzam em mudanças efetivas na sociedade.
“Certamente esses marcos legais já estão postos, desde a construção da Lei Maria da Penha e, depois, a Lei do Feminicídio. Mas, na prática, ainda não tomaram pé na sociedade. Ainda não temos uma sociedade refletindo, criando processos de proteção social e enfrentando o debate do patriarcado e do machismo”, afirmou.
A especialista também destacou que os altos índices de feminicídio e violência sexual no país reforçam a necessidade de ampliar o debate público e fortalecer mecanismos de proteção às mulheres.
“Costumamos dizer que é uma epidemia de violência, mas é mais do que isso. Uma epidemia exige controles públicos e sociais, mas essa realidade é ainda mais grave. Trata-se de um crime que vem sendo praticado com muita impunidade e com pouco reforço dos órgãos públicos no controle social”, alertou.
Troca de experiências
Ao longo da programação da conferência, representantes de diferentes países compartilham experiências e iniciativas voltadas à promoção da igualdade de gênero, à prevenção da violência e à ampliação de oportunidades para mulheres e meninas.
Para os representantes de Volta Redonda, a participação no encontro internacional permite trazer novas referências e práticas que podem contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas no município.
“Seguimos firmes no compromisso de trabalhar por uma Volta Redonda cada vez mais justa, igualitária e com políticas públicas que valorizem e protejam as mulheres”, concluiu Neném.
Osmar Neves
Vereadores participam de debates na ONU sobre políticas para mulheres



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