H.FOA recebe novos residentes e fortalece formação médica na região
Foto: Divulgação/Ascom-H-Foa
Volta Redonda – O Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), em Volta Redonda, apresentou oficialmente nesta sexta-feira (6) os médicos que ingressam, em 2026, nos programas de residência médica da instituição. A iniciativa marca uma nova etapa no projeto de consolidar o hospital como referência regional em ensino e assistência à saúde.
Segundo o diretor-executivo do hospital, Leonardo Prado, a implantação das residências representa a concretização de um planejamento iniciado com a aquisição da unidade hospitalar.
“Os programas de residência médica que estão iniciando agora no H.FOA representam a integração entre ensino e saúde que buscamos desde o início. Iniciar esses programas já no segundo ano completo do hospital reforça o objetivo de integrar de forma plena o UniFOA ao H.FOA”, afirmou.
De acordo com o diretor, a presença de médicos residentes fortalece o papel do hospital como instituição de ensino. Ele destacou que a convivência entre residentes, internos e o corpo clínico contribui para aprofundar análises de processos, terapias e abordagens clínicas, o que tende a ampliar a qualidade do atendimento aos pacientes.
O coordenador-geral da residência médica do H.FOA, Júlio Meyer, explicou que a implantação do programa foi construída ao longo de quase dois anos, em um processo que envolveu a adaptação do hospital para a formação de especialistas.
“Tivemos muitas reuniões e buscamos a cooperação de todo o corpo clínico. Hoje praticamente todos os profissionais estão comprometidos com a formação dos residentes, e a expectativa é muito positiva”, afirmou.
Segundo Meyer, a residência médica é considerada o principal caminho para a formação de especialistas. Ele lembra que o modelo é reconhecido no Brasil pela Comissão Nacional de Residência Médica e garante o Registro de Qualificação de Especialista (RQE).
Com mais de cinco décadas de atuação na medicina, o coordenador também deixou uma recomendação aos novos residentes. “A palavra-chave é resiliência. Antes de qualquer especialidade, o médico escolhe cuidar de pessoas”, ressaltou.
Entre os profissionais que iniciam a formação está o médico Júlio Fonseca, formado pelo UniFOA e integrante do programa de Oncologia Clínica. Ele destacou a estrutura oferecida pelo hospital para o atendimento oncológico.
“O H.FOA é referência na região no tratamento do câncer, tanto na rede pública quanto privada. A estrutura e o volume de pacientes permitem um aprendizado muito amplo”, disse.
A médica Thalia Ribeiro, que ingressa na residência de Cirurgia Geral, afirmou que escolheu a especialidade pela combinação entre raciocínio clínico, tomada de decisão rápida e habilidade técnica.
Também no início da formação, a médica Lanuzia Moura, formada em 2024 pelo UniFOA, inicia residência em Clínica Médica e destacou a satisfação de continuar vinculada à instituição onde se graduou.
Na área de Oncologia Clínica, o residente Rovane Mohallem ressaltou o desafio emocional envolvido no atendimento ao paciente com câncer. “O paciente e a família passam por um caminho de altos e baixos. Precisamos oferecer apoio técnico e humano”, afirmou.
Já na Cirurgia Geral, a médica Cléo Martins destacou que a estrutura tecnológica do hospital foi determinante para a escolha do programa. Segundo ela, o H.FOA oferece recursos como cirurgias por vídeo e procedimentos robóticos.
Com a chegada dos novos residentes, o hospital amplia a proposta de atuar como hospital-escola, integrando assistência, ensino e pesquisa. A instituição aposta na formação de profissionais qualificados, com foco em conhecimento técnico, humanização e responsabilidade no cuidado com os pacientes.
Osmar Neves
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