Volta Redonda inicia novas turmas do projeto Mulheres Mãos à Obra
Iniciativa da prefeitura promoveu aulas iniciais nesta segunda-feira (2). Cerca de 130 mulheres participarão dos cursos da área de construção civil
Começaram nesta segunda-feira (2) as primeiras aulas dos cursos profissionalizantes de qualificação de mulheres para a área da construção civil, por meio do Projeto Mulheres Mãos à Obra – iniciativa da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH) de Volta Redonda em parceria com a Fevre (Fundação Educacional de Volta Redonda). As aulas acontecem no Centro de Qualificação Profissional (CQP) do bairro Aero Clube.
Participaram das aulas inaugurais o diretor do CQP, Eiji Yamashita; a vice-presidente da Fevre. Tânia Bittencourt; a subsecretária da SMDH, Juliana Rodrigues; além dos professores Cezar Pereira (Pintura Predial) e Pâmela Gonçalves (Técnicas Básicas da Construção Civil).
“A vida passa rápido e vocês terão o desafio de vir todos os dias, e pedimos para que não faltem e sejam vitoriosas no aprendizado. A cada dia irão aprender algo novo e reforçar a vontade de ser feliz em uma nova profissão. Vocês são capazes para vencer os desafios que virão. Sejam felizes e aproveitem essa oportunidade”, afirmou o diretor Eiji Yamashita.
A subsecretária Juliana Rodrigues também motivou as novas alunas. “A escolha por esses cursos foram opção feita por um grupo de mulheres e criado há mais de 10 anos pela nossa secretária municipal, Glória Amorim, que estará presente na formatura. A secretaria está de portas abertas para fazer o acolhimento e dar todo o suporte que precisarem durante os cursos. Faremos várias atividades, rodas de conversas com a equipe da SMDH, de advogadas, assistentes sociais, psicólogas na extensão da formação. Estaremos aqui com vocês.”
A vice-presidente da Fevre, Tânia Bittencourt, explicou que foram feitas mudanças e modernização no cronograma das aulas, com a parte prática acontecendo no Colégio Getúlio Vargas, no bairro Laranjal, para os cursos de Pintura e construção civil, com a teoria sendo realizada no CQP do Aero Clube.
“A gente acredita muito na força da mulher. Os cursos que oferecemos para vocês é o caminho de empoderamento para as mulheres. Vocês vão estar se aprimorando melhor. Um cronograma enxuto. Mas não podem perder as aulas e aproveitem para tirar o máximo de dúvidas que tiverem com os professores.”
Aproximadamente 130 mulheres matriculadas
Cerca de 130 mulheres participarão nos cursos que terão quatro meses de aulas, de segunda a quinta-feira, com turmas pela manhã, tarde e noite. As alunas terão toda a infraestrutura e incentivos necessários para iniciar e terminar a formação, que vai lhes garantir oportunidades de empregos no mercado de trabalho.
Graziele Reis, de 47 anos, é moradora do bairro Açude, casada, mãe de dois filhos, avó de uma neta, e faz faxina nas residências como diarista. Ela optou pelo curso de Solda com Eletrodo Revestido e Corte Acetileno e comentou sobre a sua esperança de entrar no mercado profissional.
“Eu preciso muito arrumar um emprego fixo, pois como diarista está muito difícil. Estou tentando, mas poucas famílias estão contratando. Escolhi a solda para ter mais oportunidade no mercado de trabalho e pegar um serviço bom e melhorar a minha vida. A procura por soldadoras está em alta e estão pagando salários melhores. Acredito que logo que eu estiver formada, as chances serão maiores para trabalhar”, frisou.
Professores opinaram sobre o crescente interesse das candidatas nos cursos, dentre eles, o de Pintura, Cezar Pereira, que aprovou o interesse das futuras alunas. “O mercado está com muitas obras na cidade e precisando dessas profissionais, dessa mão de obra civil em várias frentes. As alunas matriculadas vieram aqui demonstrando muito interesse em aproveitar este mercado e mudar a própria vida conquistando uma renda extra. O momento é este”, enfatizou.
Pâmela Gonçalves, orientadora do curso de Técnicas Básicas da Construção Civil, falou: “A procura foi boa e algumas alunas dos cursos optaram pela área mais pesada da construção civil. Serviços no setor existem bastante e estão sendo bem remunerados, basta que acreditem no potencial de cada uma em aprender, se dedicar, que vão superar as barreiras e dificuldades que possam surgir. Estamos aqui para ajudar”, afirmou Pâmela, apoiada pelo professor de Elétrica Predial, Alcides Filho.
No final dos cursos, haverá diplomação das alunas com a entrega dos certificados de conclusão para as que obtiveram a frequência necessária exigida e se empenharam nos ensinamentos. O projeto foi criado pela secretária municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos, Glória Amorim, e já formou cerca de 700 mulheres.
Fotos de Geraldo Gonçalves – Secom/PMVR.
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