Colégio vai desligar alunos envolvidos em estupro coletivo
A Reitoria do Colégio Pedro II repudiou o caso de estupro coletivo envolvendo três alunos do Campus Humaita II, na Zona Sul do Rio, e informou que entrou com processo de desligamento dos investigados. Em nota pública, divulgada no sábado (28), a instituição disse que, assim que foi notificada, também deu início ao acolhimento da aluna e de sua família, mantendo o devido sigilo sobre a identidade da vítima.
“Estamos todos indignados com o ocorrido e seguimos com os procedimentos para continuidade de processo iniciado pela gestão do campus, em conjunto com a Reitoria e sob orientação da procuradoria federal para desligamento dos estudantes. Não podemos tolerar a barbárie brutal da violência de gênero vivenciada a cada hora em nosso país”, diz um trecho da nota.
Em outro momento, o colégio afirma que vai manter ações enérgicas e necessárias diante da urgência da situação, além de se colocar à disposição das autoridades legais. Leia a nota na íntegra abaixo:
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Nas redes sociais, estudantes e pais do Colégio Pedro II também demonstraram solidariedade à vítima e repudiaram o ocorrido: “Estamos todos chocados e nunca imaginaríamos que um conhecido que estuda no mesmo colégio que nós faria uma nojeira como essa”, escreveu um estudante.
Vítima foi atraída por ex-namorado
Segundo a jovem, ela recebeu uma mensagem de um colega da escola, com quem já teve um relacionamento anteriormente, a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o adolescente insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi prontamente recusado por ela. No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles.
Com a negativa, eles passaram a despir-se e a praticar abusos, inclusive fazendo uso de violência física e psicológica. Após a denúncia, investigadores da 12ª DP (Copacabana) analisaram imagens do circuito interno do prédio, onde ficou provado que os citados no boletim de ocorrência estavam no local no momento do crime. A distrital também verificou o laudo do exame de corpo delito.
Em nota, a defesa de João Gabriel Bertho negou que tenha ocorrido um estupro no apartamento. Contestou, ainda, o fato do cliente não ter tido oportunidade de ser ouvido pela polícia para se defender. Leia a nota na íntegra abaixo. A reportagem tenta contato com as defesas dos outros citados. O espaço está aberto para manifestação.
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Leia a nota da defesa de João Gabriel Bertho:
“A defesa de João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu.
A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Informa ainda que ele jamais foi aluno do Colégio Pedro II.
Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação.”
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André Aquino
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