Morte de Ahmadinejad agrava tensão no Oriente Médio

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Foto: Reprodução

Internacional – A agência estatal do Irã informou neste domingo (1º) a morte do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, aos 69 anos, após um bombardeio atingir sua residência no bairro de Narmak, na zona nordeste de Teerã. Segundo as autoridades iranianas, o ataque ocorreu no contexto de uma ofensiva atribuída aos Estados Unidos e a Israel contra alvos no território iraniano.

Ahmadinejad governou o Irã  e entre 2005 e 2013 e ficou conhecido por posições consideradas linha-dura. Durante o mandato, ganhou notoriedade internacional por declarações antissemitas, pela negação do Holocausto e por críticas recorrentes à existência do Estado de Israel.

Mandato marcado por tensão internacional

À frente do governo, o ex-presidente intensificou o programa nuclear iraniano, o que resultou na imposição de sanções econômicas por potências ocidentais. As medidas agravaram a crise econômica interna e ampliaram o isolamento diplomático de Teerã.

No cenário doméstico, Ahmadinejad também enfrentou embates políticos. Inicialmente aliado do líder supremo Ali Khamenei, que morreu no sábado (28), o então presidente terminou o mandato em confronto com a liderança religiosa ao tentar ampliar o poder da presidência civil diante da autoridade clerical.

Tentativas frustradas de retorno

Após deixar o cargo, Ahmadinejad buscou retornar à política institucional, mas teve as candidaturas barradas pelo Conselho de Guardiões nas eleições presidenciais de 2017 e 2021.

A morte do ex-presidente ocorre em meio a um cenário de crescente instabilidade regional e sucessivas ações militares envolvendo o Irã, o que eleva as tensões no Oriente Médio e amplia a incerteza sobre os desdobramentos políticos no país.

Osmar Neves

Morte de Ahmadinejad agrava tensão no Oriente Médio


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