INB inicia fase final de testes de varetas para microrreatores e prevê produção em 2027
INB inicia fase final de testes de varetas para microrreatores em Resende
A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) acelerou o cronograma de desenvolvimento do Projeto de Microrreator Nuclear Nacional ao iniciar, no distrito de Engenheiro Passos, em Resende (RJ), a fase final dos testes para a fabricação de varetas de combustível nuclear. A atividade, que teve início em janeiro, é fundamental para validar a capacidade da estatal em produzir esse componente crítico em escala industrial. O objetivo é garantir a segurança e a eficiência do processo antes do lançamento da produção em larga escala, prevista para 2027.
Tecnologia e cronograma: o que muda com os novos componentes
As varetas de combustível são os pilares da operação de um reator. Elas servem como suporte para abrigar o urânio, o material radioativo que gera o calor necessário para a geração de energia elétrica. A previsão é de que a produção em massa destes componentes ocorra ainda este mês, marcando um marco tecnológico para o país.
Segundo Franklin Palheiros, engenheiro metalúrgico da INB, a realização rigorosa desses ensaios permite antecipar ajustes técnicos cruciais. “Esses testes são fundamentais para garantir a segurança e a eficiência do processo produtivo. Eles permitem antecipar ajustes antes do início da produção, programada para 2027”, explica o técnico. A etapa atual visa abastecer o protótipo onde serão conduzidos os experimentos da nova tecnologia.
Entenda como funcionam os microrreatores
Os microrreatores nucleares apresentam características distintas em relação às usinas convencionais. Embora funcionem de forma semelhante, gerando energia através da fissão do urânio, eles são compactos, transportáveis e de baixa potência. Essa configuração torna a tecnologia especialmente estratégica para expansão da matriz energética em regiões de difícil acesso.
Impacto social e energético das novas usinas
A aplicação desses reatores promete levar energia limpa, segura, estável e contínua a comunidades que sofrem com a falta de infraestrutura. O foco principal é a chegada de eletricidade a áreas isoladas, comunidades ribeirinhas e pequenas cidades afastadas dos grandes centros urbanos, reduzindo a dependência de geração termelétrica a óleo combustível e fortalecendo a soberania energética do Brasil.
Redação
https://www.resende.com.br/2026/02/07/inb-inicia-testes-varetas-microrreatores-2027/
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