Uso de fogos volta a ser alvo de alerta no fim de ano

Foto: Divulgação

País – Com a chegada das festas de fim de ano, período marcado por grandes celebrações e confraternizações, o subsecretário estadual de Proteção e Bem-Estar Animal, Juan Pablo, faz um alerta sobre os riscos do uso de fogos de artifício com estampido. Segundo ele, apesar do clima de alegria e empolgação, o tema volta a preocupar famílias, profissionais da saúde e defensores da causa animal.

O uso desse tipo de artefato é considerado sensível por envolver riscos graves, especialmente para animais, idosos, crianças e pacientes hospitalizados. Além do perigo de incêndios e queimaduras, os fogos com estampido provocam poluição sonora, podendo causar irritabilidade e distúrbios do sono. Pessoas com transtorno do espectro autista, idosos e pacientes internados também podem sofrer crises severas de ansiedade em razão do barulho.

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Como alternativa, diversos estados e municípios têm adotado fogos de artifício sem barulho ou de baixo ruído, que priorizam o espetáculo visual, com cores e luzes. Esses modelos produzem apenas leves assobios ou estalos e são considerados mais inclusivos, por utilizarem menor quantidade de pólvora e oferecerem um show de luzes mais contínuo, suave e com design diferenciado, adequado para pets, crianças e pessoas sensíveis.

Juan Pablo destaca que, no município de Porto Real (RJ), enquanto vereador, foi autor da Lei nº 695/2021, que proíbe o manuseio, a queima e a soltura de fogos de estampido e artefatos pirotécnicos ruidosos em todo o território municipal. A legislação prevê aplicação de multas para quem descumprir a norma e teve sua constitucionalidade confirmada pelo Supremo Tribunal Federal.

Em 2025, o debate avançou no Congresso Nacional, com propostas voltadas à proibição em nível nacional, restringindo a fabricação e a venda apenas a fogos de efeito visual. Para o subsecretário, a chegada de 2026 deve ser marcada pela responsabilidade e pela empatia, com a realização de espetáculos silenciosos que atendam a uma demanda crescente de proteção a animais, idosos e pessoas com sensibilidade auditiva.

No mercado, já existem opções de foguetes de baixa intensidade, girândolas com menos bombas e outros efeitos visuais, com identificação clara nas embalagens, disponíveis em lojas certificadas.

Juan Pablo reforça ainda que cães e gatos possuem audição mais sensível e que o barulho intenso pode provocar estresse extremo e comportamento de fuga. Em situações de desespero, os animais podem pular janelas, correr pelas ruas e sofrer atropelamentos. A recomendação é que os pets usem coleiras com identificação do tutor e telefone, além da presença constante do responsável durante a queima de fogos, já que a ausência pode intensificar o medo, o sofrimento e a ansiedade.

 

adrielly ribeiro

Uso de fogos volta a ser alvo de alerta no fim de ano


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