58% dos brasileiros ainda são sedentários

Volta Redonda — Mesmo com o aumento da procura por exercícios físicos nos últimos anos, o sedentarismo ainda faz parte da realidade da maioria dos brasileiros. Levantamento da Brain Inteligência Estratégica, empresa de pesquisa e consultoria, aponta que 58% da população segue sem praticar atividade física com regularidade. No mesmo estudo, 42% afirmaram ter começado a se exercitar no último ano.

Os números ganham destaque no contexto do Dia Mundial da Atividade Física, celebrado em 6 de abril, e reforçam um problema que vai além do condicionamento físico. A falta de tempo aparece como principal justificativa entre os adultos sedentários, mas especialistas observam que o cenário também está ligado ao estilo de vida atual, com mais tempo sentado, excesso de telas e menos deslocamentos ativos ao longo da rotina.

Segundo Sandro Ribeiro, doutor em Educação Física e coordenador do curso da Estácio Volta Redonda, o exercício precisa ser entendido como parte da vida cotidiana. “A atividade física tem papel fundamental na prevenção de vários problemas de saúde, como as doenças crônicas, além de ajudar na saúde mental, na qualidade do sono e na manutenção da autonomia ao longo da vida”, afirmou.

Ele ressalta que não é necessário adotar práticas intensas para sair do sedentarismo. Caminhar, pedalar, dançar, subir escadas ou realizar exercícios simples já representam formas eficazes de manter o corpo ativo quando feitos com regularidade.

Foto: Freepik

De acordo com o especialista, o combate ao sedentarismo deve acontecer em todas as idades, com práticas adequadas a cada fase da vida. Entre as recomendações:

  • na infância, o estímulo a brincadeiras ativas e a redução do tempo de tela são fundamentais;
  • para crianças maiores e adolescentes, esportes, jogos, dança e bicicleta são opções indicadas;
  • na vida adulta, a orientação é buscar atividades que possam ser mantidas na rotina, como caminhada, musculação, corrida leve ou exercícios funcionais;
  • já entre idosos, caminhadas aliadas a exercícios de força e equilíbrio ajudam a preservar a autonomia e prevenir quedas.

O coordenador do curso de Educação Física da Estácio Resende, Carlos Lessa, também chama atenção para o impacto da tecnologia na redução do movimento corporal. Segundo ele, facilidades do dia a dia contribuem para uma rotina cada vez mais sedentária.

A falta de atividade física pode provocar ganho de peso, problemas cardiovasculares, dores musculares e dificuldades em tarefas simples. Além disso, a inatividade também afeta a saúde mental, reduzindo a disposição e aumentando os níveis de estresse.

A orientação dos especialistas é começar com mudanças possíveis e manter regularidade. Mais do que intensidade, a constância é apontada como fator decisivo para a melhora da saúde, e qualquer nível de atividade já representa um avanço em relação à inatividade.

luciano junior

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